Chapter two

Mari levantou-se logo após desligar o celular, sabia que tinha que se apressar para pegar Lucas, mas o sono recém-interrompido a deixava um pouco mais lerda que o nomral. Entrou em seu banheiro,  se enfiou no chuveiro e tomou um rápido banho, fez suas outras higiênes pessoais e voltou ao quarto, tropeçando em um sapato, exlamou um palavrão. Se vestiu de qualquer jeito, só ia pegar o L. e depois voltaria, finalmente, para a sua cama.

Pegou o seu celular, escolheu um número na agenda e ligou:

– Alô, alô – atendeu, com entusiasmo, uma voz masculina – Mari, meu amor, tudo bom?

– Own Felipe, to bem – respondeu ela com desânimo – Hey, to indo pegar o Lucas, quer ir?

– Claro, me pega aqui em casa, vou estar esperando na calçada mesmo.

– Beijos – disse M. ao desligar.

Ela entrou no carro, o CrossFox que havia sido de seu pai até um mês atrás,  claro que o carro só veio depois dela recuperar o braço que havia quebrado, quando deu perda total em seu terceiro carro, mas o pai de Mari nunca se incomodava em dar um carro novo para ela, até porque, isso significava um carro novo para ele.

Ela ligou o rádio do carro. Ótimo, estava tocando o Discipline, de Janet Jackson, para ser mais exato, esatava na faixa Rock With U. Saiu dirigindo o carro calmamente, desde a ultima batida de carro, M. andara se comportando muito bem, mas nós conhecemos a nossa pequena Mari, quando ela quer se sujar, ela realmente entra na lama.

Ela estava distraída olhando a paisagem, pensando na vida, refletindo sobre tudo que havia ocorrido nos ultimos meses, as lágrimas já queria escapar de seus olhos, mas ela negou chorar, já o havia feito muito, certas pessoas não mereciam mais suas lágrimas. Foi então que avistou Felipe sentado na calçada de sua casa, mechendo no celular, distraído, ela deu uma buzinada quando estava chegando perto e o menino deu um pulo, assustado.  Levantou-se rápido e foi em direção a porta do carro, ao invés de ir para o lado do carona, ele se dirigiu à porta do motorista, estendendo a mão e dizendo:

– Me deixe dirigir – sorriu, com um certo desconforto.

– Tá, tudo bem, mas esse seu trauma tem que acbar um dia, não vou deixar você dirigir o meu carro pra sempre, né? – respondeu Mari com irritação.

– Não é um trauma, estou apenas sendo mais cuidadoso com a minha vida.

– Ah, tá todo gozadinho, dormiu com o bozo? – zombou M. .

Ela passou ao assento do passageiro e ele assumiu o volante, ligando o carro e começando a dirigir, estava com um sorriso enorme estampado na cara.

– Posso saber o motivo de tanta felicidade? – indagou Mari, já sabendo a resposta.

– Eu e o Cássio voltamos ontem a noite – respondeu ele, meio envergonhado.

– Nossa, que novidade, aliás, novidade seria se um dia vocês não voltassem. – disse ela, pegando um cigarro no porta luvas e acendendo-o – Aí eu fico surpresa.

– Seu pai não sente o cheiro de cigarro quando vai usar o carro?

– Não, porque além dele ser fumante, ele não está mais usando esse carro, ele já comprou outro e passou esse pra mim. – disse ela com um brilho nos olhos. – Mas ele comprou uma mercedez, cara que carro perfeito aquele.

– Ás vezes você é tão sapata – disse ele com ironia.

Chapter one

Lucas acordou e se encontrou na mesma situação de todos os sábados, ele não havia dormido em casa. Olhou para o seu lado direito e viu o cara que havia conhecido ontem em uma private party que rolou no “Casarão”. O cara era bonito, olhos e cabelos castanhos claros, alto e magrinho, era o tipo que L. gostava.
Qual era o nome dele? Marcos? Mauricio? Marcelo? Enfim, não importava, Ele tinha que sair dali antes que o cara acordasse. Levantou-se e começou a procurar sua roupa, acabou tropeçando e quase caiu, soltando um palavrão. Logo levou a mão a sua boca, calando-se, mas era tarde demais, o cara havia acordado.
– Hey, – disse ele – já vai?
– Ah, sim – respondeu Lucas – Eu tenho um compromisso de familia, não posso faltar.
– Hum, tudo bem… – disse o cara, decepcionado – Apenas me deixe te levar até lá fora então.
Lucas apenas acenou afirmativamente com a cabeça, concordando. Foi levado até a porta do apartamento, viu a indentidade do cara numa mesinha perto da porta, o nome dele, afinal, era Rômulo. L.Riu por dentro, talvez nunca visse o cara outra vez.
Deram um beijo de despedida e logo que a porta se fechou, L. pegoui o celular e já estava ligando para o número mais discado de seu telefone, estava, inclusive na lista de “chamadas feitas”.
– Alô? – atendeu uma menina, com a voz de quem havia acabado de acordar.
– Mari? – perguntou ele, já sabendo a resposta – Bom dia, flor do dia!
– Ah meu, fala sério! – houve um grande estrondo do outro lado da linha.
– O que foi isso?
– Nada! – exclamou Mari em resposta – Só derrubei umas coisas aqui… Enfim, onde você tá?
L. passou o endereço à M. e ela disse que levaria meia hora para chegar. Ele resolveu esperar na padaria que tinha na esquina, comprou algo para comer e ficou esperando por ela, sua motorista e melhor amiga.

Book One – Prólogo

Talvez eles não sejam os filhos que você gostaria de ter, ou que fossem os melhores amigos dos seus filho, provavelmente você não gostaria nem que eles existissem, mas eles estão lá fora, apenas esperando uma chance de te causar problemas. Não, eles não são monstros ou criaturas sinistras, são apenas seis adolescentes unidos por um fator em comum: sua amizade.